You are currently browsing the monthly archive for Janeiro, 2008.
cada verso que seguro
leva um máximo
de segundo
entre chutes
e socos
esse segundo
passou por pouco
tirou tinta da trave
o vôo mais leve da ave.
jogar bola na rua
é a única memória
que consola
a trajetória de
minha infância
[ lembro dum dia
que a minha infância
parou de jogar bola na rua
pra ver-ou-vir a noticia
que chegava da lua
aquilo foi um marco
daí então a bola
foi murchando
e minha rua mudou de endereço. ]
o vento
a noite
lança toda sua
pujança contra a
parede que se fosse rede
se arrepiava toda
frágil o amor
que virou…
…naufrágio
vão os amores
vãos de mãos
dadas
atadas pela
procissão – que nem é grande,
pequena
de interior -
num complô
até encontrar
um quê de amor
que valha a
pena .
a rua é amarela
de tijolos
nela
passeiam os olhos
pra dentro da janela
nos verão de véu
e grinalda
na primavera.
um poema
filhodaputa
não leva problema
pra casa
resolve na mão
tudo escuro
além de mim
apenas Berlim
atrás de outro muro
don’t help me,
my love
é só a chuva que chove
a terra que me absorve
dont’t help me,
my love
qualquer hora
o sol me evapora
sem destino
num envelope

Comentários